As vezes você se faz essa pergunta. Para não ser pego de surpresa, veja o que esperar do lugar para onde você está indo.

Archive for : março, 2015

Peru, Bolívia, Chile e as pessoas que encontramos por lá! Ollantaytambo, Cusco e uma brasileira no meio do caminho.

Esse post é uma continuação de:

Passando por Lima e conhecendo uma família bem acolhedora.

Visitando Arequipa e Huacachina em Ica.

Depois de Lima, à caminho para Machu Picchu

Últimos dias no Peru

Nos despedimos de Aguas Calientes e pegamos o trem às 10h30 com destino à Ollantaytambo, onde chegamos por volta de 12h10. Como na vinda de Cusco passamos direto com destino a Aguas calientes, dessa vez resolvemos passar um dia e dormir por lá. Mas se seu destino é Cusco basta pegar uma van em frente à estação de trem. Pense duas vezes, pois vale a pena conhecer essa cidadezinha.

Reservamos um hostel pela internet, o Mama Simona, fomas andando da estação de trem até o hostel, nada muito longe. Ao chegarmos lá descobrimos que a reserva tinha sido feita para a unidade de Cusco. Sorte que tinha vaga, então pudemos ficar por lá mesmo. O quarto, com 4 camas e banheiro privativo estava bem limpo, e tinha uma vista bonita para o rio que passa atrás do hostel. Gostamos bastante, e aproveitamos para confirmar a reserva na unidade de Cusco, para o dia seguinte.

Hostel Mama Simona, em Ollantaytambo

Hostel Mama Simona, em Ollantaytambo

Pegamos um mapa e umas informações com a recepcionista, e aproveitamos o dia para andar na cidade. Por lá existem vários santuários Incas para se visitar, alguns mais afastados, mas tinha um bem perto, que dava para chegar a pé, o “Parque Arqueologico Nacional Ollantaytambo”. O ingresso, que custava 130 nuevos soles, é válido para os outros santuários também, mas como não planejávamos ficar muito mais tempo no Peru decidimos não entrar, economizar um pouco e conhecer o restante da cidade.

Voltamos em direção à “Plaza de Armas” (Sim, mais uma “Plaza de Armas”. Todas as cidades do Peru devem ter uma praça com esse nome) e paramos em um mercado, onde uma cena meio estranha nos esperava. As carnes são expostas ao ar livre, como presenciamos em todos os lugares por onde passamos pelo país. Esse era um mercado menor do que vimos em Lima e Aguas Calientes, mas as carnes estavam lá. Havia alguns mosquitos voando e o cheiro estava bem ruim, e quando olhamos para uma das bancas, uma cabeça de boi inteira sem o maxilar estava exposta lá. Meio bizarro, mas real. Pena que na hora não deu nem tempo de pensar rápido por causa do cheiro e tirar uma foto para comprovar, mas estava lá. Acredite!!

Saímos do mercado e fomos andando em direção à entrada da cidade, pela “Calle de las Cien Ventanas“. Ao final da rua chegamos à “Antiga Entrada Inca”. Nessa hora começou a ventar e a temperatura cair, mas como ainda tinha sol, continuamos a andar.

"Antiga Entrada Inca"

“Antiga Entrada Inca”

Andando pelas ruas encontramos uma placa dizendo “El Camino a Pinkuylluna” onde era possível subir até umas ruínas. Um guia que estava na entrada tentou nos convencer a contratá-lo, mas gostamos de fazer nosso próprio caminho, então ele nos explicou por onde ir e subimos. Lá do alto tivemos uma boa vista de toda a cidade, e ali sentimos que valeu a pena passar aquele dia em Ollantaytambo.

Ruínas em "Pinkuylluna"

Ruínas em “Pinkuylluna”

Do alto da montanha de "Pinkuylluna".

Vista da cidade do alto da montanha de “Pinkuylluna”.

Pena que o dia passou rápido e sem o sol o vento ficou ainda mais frio, então resolvemos descer. Mas continuamos andando, e encontrando em cada esquina uma imagem de uma cidadezinha que ia nos surpreendendo mais e mais. Conseguimos trocar um pouco de dinheiro na praça em umas das lojinhas. Praticamente todas as lojas da “Plaza de Armas” ofereciam câmbio, só fizemos uma rápida pesquisa pela melhor taxa. Fizemos as compras do dia, e por sorte achamos uma cerveja de coca, que compramos para experimentar.

Ruas de Ollantaytambo

Ruas de Ollantaytambo

A noite caiu rápido, as ruas não eram muito iluminadas e com pouca circulação em lugares mais afastados da praça. Não demos mole e voltamos para o hostel rápido, já no escuro, mas como era perto, não demoramos muito a chegar. Quando chegamos, fomos aproveitar os computadores disponíveis e passar as fotos para o pen-drive, e esbarramos com 3 brasileiras de Porto Alegre que haviam acabado de chegar de Cusco. Conversamos um pouco e trocamos algumas dicas, pois elas iriam no dia seguinte para Machu Picchu, de onde tínhamos acabado de voltar. Como estávamos cansados fizemos um lanche  e fomos para o quarto. Foi então que conhecemos nosso companheiro de quarto, um asiático de Bama. Ele também estava cansado, conversamos um pouco, o inglês dele estava difícil de entender (e provavelmente o nosso também!), então o melhor para todos foi uma boa noite de sono.

A noite na cidade de Ollantaytambo, com pouca iluminação.

A noite na cidade de Ollantaytambo, com pouca iluminação.

No outro dia fizemos o check-out antes das 11h, aproveitamos a disponibilidade da cozinha e antes de sair experimentamos a cerveja de coca (não muito boa por sinal, o gosto meio amargo-azedo que seca a boca, valeu a pena só a experiência). Depois descemos até a “Plaza de Armas” para pegar uma van que nos levaria de volta a Cusco.

Cerveja de Coca

Cerveja de Coca

Chegamos à Cusco por volta de 14h na “Plaza San Francisco”, e fomos direto para o Hostel. Fizemos um lanche e fomos andar pela cidade, e passar no Terminal de Ônibus para comprar as passagens para Copacabana, na Bolívia, para onde seguiríamos no dia seguinte. Pelo mapa não parecia longe, então resolvemos ir a pé. Passamos pela “Iglesia de San Pedro” e pelo “Mercado Central de San Pedro”.

"Iglesia de San Pedro"

“Iglesia de San Pedro”

"Mercado Central de San Pedro"

Entrada do “Mercado Central de San Pedro”. O símbolo da marca é bem interessante. É a vista superior de uma mulher vestida com as roupas típicas da região.

 

Continuamos seguindo o mapa até um momento em que ficamos em dúvida e perguntamos à alguns policias onde ficava o terminal de ônibus. Eles nos indicaram a direção e falaram para ter cuidado e andar com a mochila sempre para frente. Andamos mais um pouco e decidimos perguntar novamente à dois outros policias se ainda estava longe, e eles sugeriram que seria melhor pegar um táxi já que estava começando a escurecer, e foi o que fizemos. Táxi no Peru, como já dissemos, é muito barato, então valeu a pena, pois cerca de 5 minutos depois já estávamos no terminal, e o caminho realmente não pareceu muito seguro para ser feito a pé à noite. Melhor não arriscar ter uma história ruim para contar.

Compramos a passagem para 23h do dia seguinte, pela companhia Nuevo Continente (fomos primeiro à Cruz del Sur, que já conhecíamos, mas eles não fazem a rota até Copacabana, e a moça do guichê indicou a Nuevo Continente). Saímos do terminal e passamos no “Monumento al Pachacutec”, em seguida pegamos um táxi até a “Plaza San Francisco”, próxima do hostel. Paramos em um supermercado para as compras do dia e era nossa última chance de comprar um pisco Peruano, claro que não deixamos passar. Ahh! e foi por lá também que encontramos o casal que andou de Buggy conosco em Huacachina. Fomos para o Hostel deixar as coisas, arrumamos e saímos a procura de algum lugar para comer. Havia várias lanchonetes que vendiam comidas típicas peruanas. Achamos um restaurante que tinha Cuy Chactado, um porquinho da Índia que eles fazem frito e servem inteiro (Ohh dó!! é um porquinho peludinho), mas o preço estava um pouco extorsivo (ficou para a próxima) e acabamos escolhendo comer Pollo à La Plancha, frango grelhado servido com batatas fritas, e Salchipapas, salsichas com batatas fritas.

No dia seguinte fizemos o check-out pela manhã, no horário permitido pelo Hostel. Deixamos as malas guardadas em lockers lá mesmo (detalhe não era necessário pagar por esse serviço, já que tínhamos nos hospedado lá), pegamos o mapa e fomos andar pelo outro lado da cidade. Caminhamos até a praça principal, passando por várias igrejas, como a “Catedral de Cusco”, e por vários pontos turísticos, museus, lojas e feiras de artesanato. Foi numa dessas feiras que encontramos a Juliana, uma Brasileira que estava viajando sozinha, e iria para Copacabana naquele dia também. Conversamos mais e descobrimos que estávamos fazendo quase o mesmo roteiro, pois iríamos fazer o passeio pelo deserto de Uyuni. Ela nos deu uma dica para reservarmos a passagem de trem de Oruro para Uyuni, que ainda não tínhamos comprado. Nos despedimos, com a certeza de que nos encontraríamos novamente. (Foi ela quem ficou mais de 1 hora presa no trem da Peru Rail, que estragou na volta de Aguas Calientes).

"La Catedral de Cusco"

“La Catedral de Cusco”

"Templo de la Compañía de Jesús"

“Templo de la Compañía de Jesús”

Resolvemos almoçar no Bembo’s, uma rede de fast-food tradicional por aqueles lados, melhor que Mc Donald’s!! Ficava na “Plaza de Armas”, onde há varias galerias e opções de restaurantes. Andamos mais um pouco e voltamos para o Hostel, resolvemos comprar mais algumas coisas para comer na viagem de madrugada e depois ficamos esperando o final do dia, pegamos as mochilas e fomos para o Terminal de Ônibus. Mas não antes de pechinchar um pouco com o taxista pois nosso Nuevo sol estava contado, quase acabando, e não esperávamos trocar mais. De novo foi necessário pagar a taxa de embarque no terminal, mas essa dava direito a usar o banheiro pelo menos. Sorte, porque o restante do dinheiro ficou com o taxista rsrsrs.

Tínhamos lido coisas ruins sobre a Nuevo Continente, então estávamos bastante apreensivos quanto à qualidade da viagem. Mas o ônibus era confortável, dessa vez viajamos separados porque não tinham mais lugares junto e quando tentamos trocar as cadeiras para ficarmos sentados lado a lado fomos rispidamente respondidos com um não. Serviram uma janta (meia boca, mas deu pra comer) e dormimos a noite inteira. O destino do ônibus é La Paz, e quem vai para Copacabana precisa descer no caminho e pegar outro transporte. Essa parte é meio estranha. Assim que descemos, uma senhora nos recebeu e indicou o outro veículo que iria nos levar. Era uma van velha, no meio da estrada. Tudo parecia muito ilegal. A senhora disse que seria nossa guia até a fronteira, mas que iria em outra van. Estranho! Disse também que na fronteira tínhamos que trocar o dinheiro para Boliviano, pois depois seria mais não teria lugar para trocar, balela! Não acreditem.

Enfim, seguimos viagem até um pouco antes da fronteira, onde desembarcamos. Por ali existem pelo menos 4 lugares para se trocar dinheiro, então veja a melhor cotação. Mas existe cambio (e com melhor cotação) do outro lado da fronteira também, então não se desespere.

A van, no meio da estrada, que nos levou até a Fronteira do Peru com a Bolívia.

A van, no meio da estrada, que nos levou até a Fronteira do Peru com a Bolívia.

Nesse momento encontramos novamente com a brasileirinha Juliana. A partir dali atravessamos a fronteira andando, fizemos a migração do lado Peruano e nos dirigimos para divisa. Antes de chegar do lado boliviano, a senhora parou e nos disse que ela não iria atravessar com a gente, passou o dinheiro que seria necessário para pagar a van que nos deixaria no centro de Copacabana  para a Juliana, que acabou ficando responsável por embarcar todo mundo. A senhora ainda pediu uma “propina” (gorjeta) antes de se despedir.

Juliana, a amiga Brasileira que fizemos pelo caminho.

Juliana, a amiga Brasileira que fizemos pelo caminho.

Na fronteira do Peru com a Bolívia.

Na fronteira do Peru com a Bolívia.

E assim deixamos o Peru, depois de alguns bons dias, muito frango e muita música de flautinha, rsrsrs (mas ela nos seguiu pela Bolívia).

Fotos de Ollantaytambo

 

Fotos de Cusco