As vezes você se faz essa pergunta. Para não ser pego de surpresa, veja o que esperar do lugar para onde você está indo.

Peru, Bolívia, Chile e as pessoas que encontramos por lá! Passando por Lima e conhecendo uma família bem acolhedora.

Esse post é uma continuação de Visitando Arequipa e Huacachina em Ica.

Alguns Kms depois… 

O horário previsto para chegarmos em Lima era por volta das 18h30h. Mas na entrada da cidade o trânsito estava lento, então demoramos muito até conseguir chegar no Terminal Rodoviário da Cruz del Sur, onde o nosso anfitrião Jose iria nos encontrar.

Bom, aqui vai uma dica: se você gosta de viajar, mas a grana é curta, então seus problemas acabaram!! Ou um deles!! O site Couchsurfing é uma rede social onde pessoas do mundo inteiro estão dispostas a hospedar alguém em suas casas por algum tempo. Sobre o Couchsurfing vale um post inteiro e vamos escrever sobre isso em outro momento. Assim como na Europa, resolvemos pedir uns couchs pela América do Sul. Em Lima ficamos na casa do Jose, um futuro empresário na área turística (boa sorte ai, Jose!). E dando uma força, a companhia de viagens e passeios dele é a Dream Destination. Quem estiver em Lima e quiser aproveitar um dos passeios, entra em contato com ele.

Quando Jose chegou, fomos de táxi para sua casa, que ficava a aproximadamente 1 hora de lá, mas como dissemos antes, táxi no Peru é muito barato. Ao chegarmos na casa dele conhecemos seus pais. Enquanto sua mãe preparava o jantar especialmente para nós (delicious!!!), ficamos conversando com seu pai, muito simpático e interessado na nossa cultura. A comida foi um prato típico peruano, Aji de Gallina, com quinoa, um grão muito consumido por lá.

Aji de Gallina

“Aji de Gallina”, feito pela mãe do Jose

Nosso anfitrião também trabalha em cruzeiros, como barman , então não podia deixar de nos preparar o famoso Pisco Sour, o drink mais popular no Peru. É feito com Pisco (uma bebida tipo aguardente, mas à base de uva), suco de limão, Jarabe de Goma para adoçar e clara de ovo. Parece estranho imaginar um drink com clara de ovo, mas o resultado é bem gostoso. É a caipirinha peruana! E foi nessa hora que entregamos nosso presente brasileiro (Garrafa de Pitu Gold) a ele, e tivemos que explicar porque estava quase pela metade (esperamos que Hector tenha aproveitado a pinga).

Pisco Sour

Jose preparando o Pisco Sour

No dia seguinte, “almoço” da manhã! No dia anterior comentamos que a melhor comida que comemos no Peru até aquele momento tinha sido o Lomo Saltado, então a mãe de Jose nos preparou um Frango Saltado, com batata frita, para comer com pão. Uma delícia, mas bem pesado para o nosso costume. Seu pai nos disse que era preciso comer bem pela manhã, para ter muita energia durante o dia.

Após comer um monte, Jose nos levou para um passeio pelo centro histórico de Lima, nos mostrando alguns dos pontos e construções mais importantes da cidade, como a “Plaza San Martin”, a “Plaza Mayor” e a “Catedral de Lima”. Depois de andar um pouco, encontramos sua sócia, Maria, e era o dia de seu aniversário. Almoçamos juntos (acabamos dividindo um prato porque ainda estávamos muito cheios) e fomos convidados para a festa de aniversário dela, que seria em sua casa naquela noite.

"Plaza San Martin"

“Plaza San Martin”

Almoçando com Jose, Maria e alguns amigos

Almoçando com Jose, Maria, seu namorado Espanhol, sua mãe e 2 alunas dela. Foto: Jose Calderón

Depois do almoço fomos até a “Iglesia e Convento San Francisco”, onde visitamos as “Catacumbas”, uma série de caminhos subterrâneos que ficam abaixo da capela. Um lugar um tanto mórbido, cheio de ossos empilhados, mas que vale a pena a visita. Infelizmente não é permitido fotos internas. Quando saímos, Jose nos levou até a “Alameda Chabuca Granda”, que é tipo uma praça comprida, onde haviam algumas apresentações musicais espalhadas e vários carrinhos que vendiam comidas e doces tipicamente limeños. Experimentamos o Mazamorra Morada, um doce de milho roxo em calda, muito apreciado no Peru, e o Arroz com Leche, um arroz doce parecido com o nosso, mas bem menos doce.

"Iglesia e Convento San Francisco"

“Iglesia e Convento San Francisco” onde ficam as Catacumbas

"Mazamorra Morada"

“Mazamorra Morada”

Logo depois ficamos esperando um micro-ônibus, que passou por alguns pontos turísticos, com uma guia explicando um pouco da história, e depois nos levou até o Mirador do “Cerro San Cristobal”, passando por um caminho com ruas estreitas e sinuosas. Lá no alto encontramos uma cruz de 20m de altura, toda iluminada, pois já era noite, e uma ampla vista da cidade. Ventava bastante, e a visita não durou mais do que 20 min.

Cruz no alto do "Cerro San Cristobal"

Cruz no alto do “Cerro San Cristobal”

Lima vista do alto do "Cerro San Cristobal"

Lima vista do alto do “Cerro San Cristobal”

Quando descemos fomos direto pegar o ônibus para a casa da Maria, que fica próxima à do Jose. Lá, uma tradicional festa familiar peruana nos esperava. Mais uma vez todos nos receberam muito bem, a família dela e alguns amigos. Comemos um jantar preparado por sua mãe (mais um delicioso frango com arroz), e bebemos pisco misturado com várias coisas, como pisco com coca, pisco com fanta, pisco com suco de maracujá. Eles adoram pisco! Deu pra perceber? Descobrimos também que os peruanos gostam muito de dançar, mas nós somos tímidos, então ficamos só sentados observando mesmo.

Festa na casa da Maria

Festa na casa da Maria

No dia seguinte, após mais um “almoço” da manhã reforçado, dessa vez com Yuca (mandioca) e Camote (batata-doce) fritas, para comer com pão acompanhado com uma caneca gigante de suco de manga e outra gigante de café, precisávamos cumprir nossa promessa de fazer feijão tropeiro para Jose e sua família, feita no dia anterior. Que ideia foi essa?? Fazer feijão em um lugar em que as pessoas não comem feijão e é difícil de encontrar pra comprar, não existe panela de pressão, só tem bacon fatiado, a linguiça é completamente diferente da nossa e a farinha de mandioca mais parece amido de milho! Só podia dar errado mesmo… Bom, depois da luta para conseguir todos os ingredientes, deixamos tudo na casa do Jose e fomos com ele para mais um dia de caminhada por Lima. Fomos para o bairro Miraflores, onde fica a “Plaza del Amor”, uma praça dedicada aos namorados, com sinuosos bancos decorados com mosaicos coloridos e uma escultura enorme, chamada “El Beso”. Lá de cima se tem uma linda vista para o mar, uma paisagem bem diferente das praias que temos no Brasil. No lugar da areia existiam pedras e o sol não estava a ajudar. Na praia, somente surfistas, então ficamos um tempinho observando e ouvindo o barulho das ondas batendo nas pedras.

Escultura "El beso", de Victor Delfin, na "Plaza del Amor"

Escultura “El Beso”, de Victor Delfin, na “Plaza del Amor”

"Playa Makaja"

“Playa Makaja”

O som do mar

Como perdemos muito tempo procurando os ingredientes do tropeiro, fomos almoçar já era bem tarde, e a fome estava apertando. Acabamos comendo em um restaurante Chifa, que é como se fosse um chinês, mas adaptado ao peruano. Comemos de entrada uma sopa e o prato principal era um arroz com legumes e frango, todos pratos bem servidos e baratos, uma característica dos Chifas.

Almoço do dia: "Chifa" com Inka Kola

Almoço do dia: “Chifa” com Inka Kola

O nosso último destino do dia foi o “Parque de la Reserva y Circuito Mágico del Agua”. Depois de muitas fotos, de nos divertir com as crianças brincando com a água, e de ficar um pouco molhados, voltamos para a casa do Jose, pois tínhamos que preparar o feijão tropeiro. Ele relatou todo o preparo em um post bem humorado em sua página no facebook, que pode ser lido em http://goo.gl/77ToUS.

"Circuito Mágico del Agua"

“Circuito Mágico del Agua”

"Circuito Mágico del Agua"

Nos divertindo no “Circuito Mágico del Agua””Circuito Mágico del Agua”

Dormimos muito tarde por conta dessa ideia maluca, e acabamos perdendo a hora de sair para pegar o vôo para Cusco. Saímos da casa dele correndo, já era quase 5h da madrugada, uma hora mais tarde que o pretendido, mas demos sorte e assim que viramos a esquina encontramos um táxi, que nos levou rapidinho ao aeroporto, e chegamos a tempo. Ufa!

Despedida da família de Jose, com Tropeiro e Pisco Sour

Despedida da família de Jose, com Tropeiro e Pisco Sour

Passamos 3 dias com Jose e sua família. Foram dias engraçados, cansativos, mas compensadores. Em Lima nos deparamos com muito trânsito, e lá os motoristas possuem o habito de buzinar para tudo, é impressionante a quantidade de ruído que isso gera. Por outro lado, encontramos uma família incrível, que nos tratou de forma muito acolhedora, sempre tentando nos agradar com comidas gostosas. Ter conhecido Jose, sua família, seus amigos e seu bairro foi a melhor experiência que trouxemos de Lima.

Buzinaço em Lima

Mensagem de agradecimento ao nosso anfitrião Jose. Foto: Jose Calderón.

Mensagem de agradecimento ao nosso anfitrião Jose. Foto: Jose Calderón.

Não deixe de ler a continuação em:

Depois de Lima, à caminho para Machu Picchu.

 

Fotos de Lima

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